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História

GONÇALO

Gonçalo é uma freguesia do concelho da Guarda, com uma área total de 27,10 km² e com uma população de 1 083 habitantes (Censos 2011). A sua densidade populacional é de 43,1 hab/km².

Situa-se numa das vertentes NE da Serra da Estrela e dista 22 km, da sede de concelho.

Compreende lugares como o Castelo dos Mouros, a Fraga e as Quintas de Avereiro, da Cruz de Pedra, das Seixinhas e da Senhora da Misericórdia, entre outras. Foi priorado do padroado real e pertenceu ao concelho de Valhelhas, que foi extinto em 24 de Outubro de 1855. 

Fruto do seu grande dinamismo, a freguesia de Gonçalo foi elevada a vila por deliberação da Assembleia da República, em 21 de Junho de 1995.

Em termos documentais, sabe-se pouco sobre as suas origens. Alguns estudos arqueológicos apontam no sentido de que terá tido origem num antigo castro, cujos vestígios foram identificados no lugar denominado por Castelo dos Mouros. Depois, com o passar dos anos, a população foi-se deslocando para a zona mais baixa, aproveitando a fertilidade dos campos da encosta e do vale.

Sabe-se que, em 1188, a freguesia de Gonçalo ficou ligada a Valhelhas, que era, então, sede de concelho. Embora no princípio fossem apenas algumas casas e não precisamente no local em que devia crescer e progredir, Gonçalo datará, mesmo assim, do início da nacionalidade. 

Da primeira carta de foral concedida a Valhelhas pelo Rei D. Sancho I, em 1188, não consta qualquer referência ao lugar de Gonçalo, mas antes sim, ao lugar de “Outeiro”.

Em 1265, pelas Bulas do Papa Clemente IV, a Ordem de Alcântara tem em senhorio as igrejas da vila de Valhelhas e dos restantes lugares do concelho, incluindo a igreja de Gonçalo ou Outeiro, como se crê que se chamaria, por esta altura, a nossa terra.

O topónimo “Gonçallo” surge pela primeira vez inscrito na segunda carta de foral concedida à vila de Valhelhas, em 1514, pelo Rei D. Manuel I, referindo-se o “lugar de Gonçallo”, mencionado, aliás, em inúmeros documentos entre 1582 e 1689.

Não está, no entanto, convenientemente clarificada a origem do nome da nossa terra, uma vez que existem várias teorias que o tentam explicar.

O historiador Adriano Vasco Rodrigues, por exemplo, é de entendimento que o nome Gonçalo deriva de Gonçallo Peres, Mestre da Ordem de Alcântara, a quem pertenceu, até ao Reinado de D. João I, o termo do Concelho de Valhelhas, mas o sociólogo Moisés Espírito Santo, por outro lado, reconhece no Carvalho Santo (Carvalho Grande) a verdadeira origem do topónimo.

Segundo o mesmo autor, o nome da povoação (Gonçalo) derivará do nome «carvalho», que foi objeto de oráculos. No seu entender, o carvalho poderia ser o próprio juiz e testemunho de contrato e de alianças – “gzy âllon [gozêialon] ou gzyn lalu [gozienlalu] ‘obséquio/culto do carvalho’, ‘venerando carvalho’.

Mas, a par destas teorias, existe, ainda, uma terceira que defende que o nome de Gonçalo poderá ser de origem germânica, podendo derivar da palavra “Gondisalvus”, que significará invulnerável no combate/ grande guerreiro, sendo esta origem associada à resistência beirã às invasões romanas.

Em 1267, Gonçalo passa a integrar o Mestrado de Aviz e, em 1384, no dia 23 de setembro, D. João Mestre de Aviz, terá doado as rendas da comenda de Valhelhas e do seu termos (que incluía Gonçalo) a João Gomes da Silva e sucessores.

Em 1385, no dia 15 de abril, D. João terá doado as terras de Zurara, Valhelhas, Gonçalo e Manteigas a Álvaro Gil de Cabral para, em 1386 passarem ao senhorio de Fernão Álvarez Queirós. 

Só no século XVII é que Gonçalo terá sido denominado freguesia, quando em 23 de agosto de 1639, ainda no domínio espanhol, o Rei Filipe III a entrega em doação a Afonso de Vasconcelos e Sousa, fazendo-o senhorio das freguesias de Gonçalo e Famalicão e Alcaide-Mor do concelho de Valhelhas.

Gonçalo há de vir a pertencer ao concelho de Valhelhas até 24 de outubro de 1855, data da extinção deste concelho, passando, desde então, a pertencer ao concelho da Guarda.

Verdadeiramente, já em finais do século XVI, a população de Gonçalo havia ultrapassado largamente a população da sua sede de concelho, Valhelhas.

Não há dúvidas de que Gonçalo teve, no passado, lugar de muito relevo na região. Prova da sua dinâmica e da sua riqueza é o facto de ter sido Priorado do Padroado Real. Havia em Gonçalo um juiz ordinário, um vereador e um procurador, constituindo Gonçalo metade da Câmara da vila de Valhelhas, por ser essa vila muito pequena e não ter gente para ocupar os cargos.

SEIXO AMARELO

Seixo Amarelo situa-se na zona do Zêzere, fazendo fronteira com Gonçalo, freguesia da qual faz parte, Famalicão da Serra, Vela, Vale de Estrela e Fernão Joanes.

Tem uma área total 12,2 quilómetros quadrados, dista a 15 quilómetros da sede de concelho.

Situada no cimo de uma elevação, a cerca de 800 metros de altitude, detêm uma visão sublime sobre o vale da Ribeira do Seixo. Seixo Amarelo é constituído por alguns lugares, nomeadamente Quinta das Gavinhas, Quinta do Sitio dos Moinhos, Quinta do Sitio das Porqueiras e Quinta do Sitio da Tapada Nova.

A toponímia indica, á partida, a forma de povoamento desta localidade, sobretudo à base de constituição de quintas, que em tempos tiveram um sentido de exploração agrícola.

Seixo Amarelo foi um priorado do padroado real. Um documento do início do século XVIII (2 de Dezembro de 1703) cita Rodrigo Sanches da Baena e Faria como primeiro criador de Seixo Amarelo, ele que era donatário das ilhas de Faial e Graciosa.

Em 2001 de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, possuía 177 alojamentos familiares, tendo 126 moradores.

Quem por ali passar não pode deixar de visitar a Ermida de Nª. Sra. das Cabeças, orago da aldeia, erguida sobre o monte e que recebe milhares de forasteiros durante todo o ano.

A sua localização deve ter sido motivo pelo qual, inicialmente, era chamada de Sra. do Cabeço.

Há quem defenda, no entanto, que sempre foi denominada de Nª. Sra. das Cabeças, visto a ela recorrerem os que precisam de valimento para as doenças da cabeça.

De referir que a festa em sua honra é realizada anualmente, no dia 15 de Agosto.

Além da religiosidade, o turista pode ainda desfrutar de belas paisagens naturais e de um acolhimento verdadeiramente familiar, para lá de poder saborear o tão afamado queijo da serra.



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